quarta-feira, 25 de abril de 2012

Escritores


Algumas vezes escrevo sem nenhum objetivo, apenas começo a escrever como se estivesse pensando em vão, à deriva. Até que de repente sai uma ideia, de um lugar que nem eu sei de onde, uma psicografia talvez.

E qualquer estudante sabe como é difícil escrever uma redação com um tema específico, se for tema livre a dificuldade continua a mesma, por isso é importante ter o prazer de escrever.

Nesse momento lembrei que ia escrever sobre outro assunto que me fugiu da mente, e agora senti vontade de escrever sobre literatura, mais especificamente sobre os escritores que admiro.

Um desses escritores é Nelson Rodrigues, que teve seu nome mais conhecido depois do grande sucesso nos teatros brasileiros com a peça Vestido de Noiva, que é um contexto totalmente propício para o teatro, tanto é que a televisão tentou fazer sua versão e não chegou nem aos pés da versão teatral. É conhecida como drama psicológico. Mas Nelson Rodrigues fez inúmeras peças e crônicas para jornais.

Vale a pena pesquisar sobre outras peças de Nelson Rodrigues, como Sete gatinhos, A Dama do Lotação, Viúva Porém Honesta, A vida como ela é, Engraçadinha, entre outros.

Outro escritor que admiro muito é o irlandês Oscar Wilde que viveu no fim do século 19 e teve uma vida arruinada pela prisão por causa de uma sociedade inglesa hipócrita da época. Com certeza nos dias de hoje ele não sofreria tal condenação. Quase igual Sócrates, que foi preso e condenado à morte pela acusação de induzir jovens ao erro e à rebeldia, Oscar Wilde foi acusado de seduzir e levar um jovem rapaz de 18 anos ao homossexualismo. Mas segundo historiadores o tal jovem Alfred Douglas é que o teria seduzido as prática que começou entre os intelectuais da Europa naquela época, com isso incluía a prática do homossexualismo. O escritor foi condenado a dois anos de trabalhos forçados que acabou com sua saúde, mas ainda escreveu livros como De Profundis (1892), e faleceu em 1900.

Vale a pena pesquisar outros livros de Oscar Wilde, como O Retrato de Dorian Gray, O Príncipe Feliz, Um Marido Ideal, a peça Salomé entre outros.



Eu poderia ficar escrevendo horas sobre nomes de escritores que admiro, mas prefiro que cada um siga e goste do seu, não importando se é da antiguidade ou contemporâneo, ficção ou autoajuda,  Romance ou religioso. O importante é ter o hábito de sair um pouco da televisão e internet e mergulhar num bom livro de papel e tinta.



“Só os profetas enxergam o óbvio.”         Nelson Rodrigues



“A vida é um livro, o tempo o professor”      Oscar Wilde    



domingo, 15 de abril de 2012

Literatura e futebol





O fenômeno chamado futebol não é apenas uma mania de brasileiros, mas um fenômeno mundial que gera milhôes de dolares para muitas nações. Mas será que o Brasil ainda é o pais do futebol que foi criado na Inglaterra no fim do século 19. Sociólogos, historiadores, geógrafos e filósofos de botequim defendem suas teses para a hegemonia brasileira no esporte de origem britânica, mais badalado em campeonatos europeus, mais rico na Arábia... E chegamos a uma conclusão final.
Então tá. O Brasil é o país do futebol porque ganhou 5 Copas do Mundo. Mas quando ele tinha chegado ao tri em 1970 já não era? Em 1950, antes do desastre em pleno Rio de Janeiro, já não dava para falar que era?
Quando ia ao Maracanã, Nelson Rodrigues não enxergava quase nada do que acontecia no gramado, muito menos a bola. Para ele era um “reles e ridículo detalhe”. Nem por isso deixou de escrever algumas das mais belas crônicas da história do futebol brasileiro. Já consagrado como o maldito do teatro nacional, ele se importava somente com o drama, a tragédia e a paixão que o esporte provocava nas massas. Só os idiotas da objetividade, como ele classificava os intelectuais, é que não enxergavam o “óbvio ululante”.
Nelson ficaria surpreso em verificar como o tratamento dado ao futeboll mudou. Nas últimas duas décadas, vários trabalhos foram publicados por profissionais das áreas de ciências humanas, biológicas e exatas para compreender a paixão nacional pelo esportee. Historiadores, sociólogos, geógrafos, professores de educação física e até matemáticos levantam a cada ano novas teorias e observações a respeito do jogo que virou sinônimo de Brasil no exterior.
Na década de 1930, o sociólogo e antropólogo pernambucano Gilberto Freyre defendia a tese de que o talento do brasileiro resultava da miscigenação entre negros, europeus e índios. Anos depois, com a globalização e a mistura de todas as raças, apenas a origem étnica e a formação da população não são capazes de explicar o fenômeno pentacampeão mundial de futeboll.
Em um trabalho de doutorado, a socióloga Fátima Antunes estudou a obra-prima de Freyre, Casa Grande & Senzala, e sua influência nos textos de Nelson Rodrigues, de seu irmão Mário Filho e do escritor José Lins do Rego. A socióloga, porém, discorda da maneira como o assunto foi tratado, sobretudo no que diz respeito ao discurso de Freyre em torno da mistura racial. “Prefiro pensar no futebol com uma manifestação cultural. Nossa sociedade é aberta e, desde o início, houve uma grande aceitação do imigrante estrangeiro”, afirma Fátima, cujo trabalho virou a obra Com Brasileiro, Não Há Quem Possa!
Autor do livro Corações na Ponta da Chuteira: Capítulos Iniciais da História do Futebol Brasileiro (1919-1938), o doutor em história social Fábio Franzini concorda com a socióloga. “Não faz o menor sentido atribuir um ‘talento natural’ a um povo, seja para o que for. É impossível atribuir à genética e à natureza algo que é cultural, portanto histórico”, afirma. Ambos lembram que torcedores fanáticos como italianos e argentinos jamais aceitariam reconhecer o Brasil como a pátria de chuteiras. É mais ou menos como pedir aos nossos vizinhos para que aceitem definitivamente o fato de que Maradona foi, no máximo, um pouquinho melhor que Zico, mas nunca chegou sequer perto do Rei Pelé.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Talento







De uma coisa todo mundo sabe, e não precisa ser muito Esperto para isso, que cada um tem uma capacidade para fazer alguma coisa.

É impressionante como certas coisas que parecem tão simples de fazer, é algo impossível de se fazer para outras. E é porisso que cada empresa, pelo menos assim deveria ser, ao contratar deve-se saber através de dinâmicas, qual é o nível de capacidade do candidato para determinada vaga. Por exemplo, numa empresa que têm vendedores que seriam mais produtivos se estivessem no setor de produção, ou vice e versa.



Mas o talento de cada um está na capacidade de fazer uma coisa que lhe dá prazer, assim naturalmente a produtividade será muito maior e a satisfação profissional ou pessoal será uma consequência.



Se você sabe fazer algo que muitos não sabem, poderás usar isso como profissão, já pensou nisso? E mesmo fazendo o que muitos sabem, como cozinhar, por exemplo, você pode fazer de uma forma peculiar e se destacar.



Eu confesso que tenho talento de fazer trabalhos manuais com facilidade, e vejo pessoas que acha isso impossível, assim como escrever, que é uma coisa que me dá prazer. Confesso também que tenho inveja de talentos que não tenho, como fazer música. Não diria inveja, mas admiração, porque isso sim é impossível pra mim, pois já tentei.



Qual o seu talento? Dançar, cantar, joga bola, ganhar dinheiro, conquistar alguém com facilidade, persuadir pessoas...

O importante é saber desenvolver cada talento e não esconde-lo debaixo de obrigações que não trazem satisfação ou realização pessoal. Seja amigo do seu talento.



domingo, 1 de abril de 2012

Paixão




Poucas pessoas, principalmente os mais jovens desconhecem ou são totalmente alheios ao verdadeiro sentido da páscoa, ou seu significado. Pensou em páscoa logo se pensa em ovos de chocolates. Mas o sentido real muitos desconhece.

A páscoa era celebrada pelos judeus muito antes de Cristo, na época de Moisés.

E foi durante a páscoa dos Judeus que segundo a Bíblia Jesus ressuscitou. Por essa razão se comemora a sexta-feira da paixão, que é uma comemoração católica, que também já perdeu o seu real sentido e significado.

 E o que tem a ver o coelhinho? Isso é totalmente uma prática pagã praticada por fazendeiros europeus que tinha no coelho um símbolo de fartura, e sinal de boa colheita.



Com toda essa alienação boa para o comércio, a TV ainda exibi filmes religiosos nesta época do ano. Mas tem filmes realmente polêmicos que ficaram conhecidos como hereges para a igreja, e que chocaram algumas pessoas, como o filme de Mel Gibson de 2004, A Paixão de Cristo. Que contou com realismo toda a trajetória de Jesus da traição de Judas até a crucificação.

Filmes que tem Jesus como tema são inúmeros, alguns com clara conotação religiosa e outros feitos realmente para chocar e causar polemica, como o filme de Martin Scorcese de 1973, A Última Tentação de Cristo, que mostrou como seria se Jesus desistisse de sua missão à que foi destinado.



Tenham uma boa páscoa e não importando o sentido ou a forma que se comemora, o importante é ter paz.

visitem também:  http://cinema-curioso.zip.net